Ver video: http://vimeo.com/35649850
O grupo mais recente, de improvisação multi-disciplinar, usando o treino de Viewpoints!
Mais info: www.vagao.net
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Workshop de Sábado, 11 Fevereiro no CEM
ESCUTA CINÉTICA, RESPOSTA CINESTÉSICA
Com Joana Pupo e Nádia Santos
11 Fevereiro, 10h às 13h, Centro Em Movimento
A oficina será movida em dois momentos.
Num primeiro momento, propõe-se desenvolver uma percepção consciente do corpo através da escuta e da observação interna, aplicado ao trabalho do bailarino, do ator ou de todos os curiosos, que se queiram aproximar do seu próprio corpo através da prática.
Num segundo momento, abrimos esta escuta ao movimento do colectivo. Priorizando a escuta do outro, a resposta em tempo real ao movimento do grupo: a energia vertical estende-se à energia horizontal no espaço e no tempo.
Interessa-nos sentir como, de uma proposta à outra, a percepção se aprofunda em vários sentidos, de dentro para fora, de baixo para cima, esbatendo as distâncias entre si-mesmo e o mundo, aumentando o fluxo entre o corpo e a mente, numa lógica de contágio e de prazer!
Descrição:
Baseado no treino da inteligência corporal-cinestésica, a proposta da Nádia Santos permite ao performer desenvolver uma percepção, a todo o momento, do seu corpo, regulando as diferentes nuances do movimento em termos de força, velocidade, qualidade rítmica e qualidade emocional. Graças a esta percepção, o ator aprende a reconhecer a localização espacial do seu corpo, a sua postura, equilíbrio e orientação, e encontra uma comunicação efetiva e afectiva com o outro e com o espectador.
O trabalho sobre Resposta Cinestésica é uma proposta em continuidade com a Oficina Mover a Escuta, que temos desenvolvido todas as 6ª feiras no CEM, ao final da tarde. Este espaço é sobre o movimento em colectivo, sobre o esbater das barreiras entre a dança e o teatro, sobre o intensificar o fluxo entre o fora e o dentro de cada um; através do movimento, da voz, de uma abertura da percepção e relação com o outro. Esta ideia de relação e de contacto está re-organizada em diferentes Pontos de Vista, que desconstroem a nossa relação com o espaço e o tempo, abrindo-nos a possibilidade de reconstruir essa relação através do movimento.
Esta é uma experiência de troca entre: a pesquisa que temos desenvolvido no CEM e a pesquisa da Nádia Santos, com a qual buscamos uma experiência de profundo prazer e descoberta; um convite para todos os que na sua arte priorizam a pesquisa do fluxo criativo a partir do trabalho corporal!
Destinado: a todos os que estão a iniciar ou a aprofundar estudos sobre o movimento.
mais informações: http://www.c-e-m.org/?p=1252
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Bom Ano, 2012!
Este ano leva-me a...
dar aulas em Lisboa, no Evoe,
a continuar o grupo de investigação "Mover a Escuta" no CEM,
a trabalhar com o Curso de Iniciação do TEUC, em Coimbra,
a passar de novo em Lisboa com os alunos da ESTAL,
a viajar por Portugal e Catalunha em residência artística,
a continuar contactos para divulgar "A Fuga de Wang-fô"
e o Grupo Ready Made, em contextos que nos permitam desenvolver a pesquisa e a criação...
e desde já a sonhar com tudo isto e com as surpresas e imprevistos que o ano nos aguarda!!
Bom ano! boas aventuras!
dar aulas em Lisboa, no Evoe,
a continuar o grupo de investigação "Mover a Escuta" no CEM,
a trabalhar com o Curso de Iniciação do TEUC, em Coimbra,
a passar de novo em Lisboa com os alunos da ESTAL,
a viajar por Portugal e Catalunha em residência artística,
a continuar contactos para divulgar "A Fuga de Wang-fô"
e o Grupo Ready Made, em contextos que nos permitam desenvolver a pesquisa e a criação...
e desde já a sonhar com tudo isto e com as surpresas e imprevistos que o ano nos aguarda!!
Bom ano! boas aventuras!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Grupo Ready Made abre as portas do Estúdio!...
... do Estúdio Clara Andermatt, nos dias 10 e 11 Dezembro, 18h30.
Conto contigo!
Mais informações www.vagao.net
Conto contigo!
Mais informações www.vagao.net
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Sobre o Grupo Ready Made, passagem em Coimbra
http://www.revistavialatina.com/?p=1703
e mais sobre o Grupo Ready Made e os meus projectos em colectivo: www.vagao.net
e mais sobre o Grupo Ready Made e os meus projectos em colectivo: www.vagao.net
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
'Desejo Ignorante' de Márcia Lança, no Teatro Maria Matos, 11 e 12 NOV
À luz do Desejo Ignorante
Joana Pupo, atriz e investigadora
“Lanscape must be regarded first in terms of living rather than looking.”
John B. Jackson in “Land/Scape/Theater”
FUCHS, Elinon & CHAUDURI, Una; The University of Michigan Press, 2002
A peça da Márcia conta a história de uma revelação. O que a Márcia, o Aniol e o Tiago me propõem são na verdade várias revelações. Da luz e dos corpos, sobretudo. Se estivesse a falar em inglês, podia jogar com o duplo sentido da palavra “Light”. Seria, então, da “luz” - o que a luz do vídeo me revela - e da “leveza” - o que a leveza dos corpos me revela. Daí podia relacionar o “desejo” com a leveza dos corpos e o “ignorante” com esta ideia de luz e de revelação, pois, na verdade, este movimento de revelação transforma-se naturalmente em movimento de indagação.
No início, o silêncio, a escuridão e a leveza quase inerte dos corpos lançam-me numa espécie de lugar transitório. Pouco a pouco percebo que a essa quietude do som, da luz e do movimento subjaz um jogo de peso e de contacto. Aqui acrescento à palavra “Light”, luz-leveza, a palavra continuidade, poderia dizer “presente contínuo”. Quando dou por mim, aderi totalmente. Vivo o desenrolar daquele lugar de transição, através do movimento contínuo dos corpos e da revelação da luz, como um processo inexorável e já contido na quietude. É como aderir ao devir contínuo da natureza, é como aderir naturalmente ao nascer de um novo dia. O meu corpo, mesmo que inerte, ou apoiado numa cadeira, não fica indiferente às mudanças que ocorrem numa espécie de linha subtil de continuidade, onde o fazer e o não fazer se sobrepõem.
Neste processo, fico com espaço para mim, para o meu próprio respirar na cadeira do teatro. Foco esta ideia de “quietude”, do quão importante é a quietude e quão ilusória a imobilidade. No movimento próprio da quietude, a respiração, há ainda um movimento mínimo dos meus órgãos, dentro do corpo, uma adaptação da gravidade ao movimento da respiração. Reparo então que a Márcia e o Aniol, respiram juntos, promovem essa qualidade do respirar juntos, e de sentir juntos o movimento dos órgãos, da gravidade, a reagir à respiração. E de repente a minha sensação salta de um nascer do dia para uma hora da sesta de verão.
Agora sinto a peça como uma “clareira”: será possível um lugar onde simplesmente respiremos juntos, num mundo que me impele constantemente a andar à frente dos meus próprios passos?
Apercebo-me, por detrás da revelação da luz, de uma imagem. Mais uma vez, só ilusoriamente esta imagem é estática, pois contém o movimento do tempo. Será que me apontam para o lugar da revelação fotográfica, como se o processo artístico fosse sempre o processo de uma revelação? E, nesse caso, quando finalmente tenho acesso à coisa em si, ela está velha, aparece diante dos meus olhos como uma coisa do passado. Assim, a minha percepção descola os corpos, em movimento contínuo, e o movimento do vídeo, daquela imagem, objecto, ali aparecido.
Mais uma vez a quietude dos corpos e agora esse objecto, deteriorado pelo tempo. O que me leva a valorizar ainda mais o processo em si, como um presente contínuo de revelação, do que a obra, uma espécie de memória, coisa do passado. No entanto, eu (na cadeira do teatro), a Márcia, o Aniol e o Tiago respiramos com a obra em si, em deterioração, como os nossos próprios corpos.
Penso neste tipo de “clareira”: o lugar da arte, do processo artístico, ou mesmo o teatro, como o lugar de uma utopia possível de respirarmos juntos, de nos apercebermos da nossa continuidade, enquanto sujeitos, e da nossa deterioração enquanto objetos. Que, no fundo, estamos neste lugar de transição em movimento ou a envelhecermos juntos. E, assim, o teatro contém a vida, tal como o Desejo Ignorante respira com o desenrolar dos dias.
“Landscape theater seeks to reanimate the life-art dialectic that realism had enclosed within it’s illusory four walls. In doing so, it seems to retrace the trajectory followed by the concept of landscape itself, from two-dimensional representation to three-dimensional environment, from a tract of land capable of being seen at a glance to an environment one can explore and inhabit.”
Una Chauduri in “Land/Scape/Theater”
FUCHS, Elinon & CHAUDURI, Una; The University of Michigan Press, 2002
Mais informações: http://www.teatromariamatos.pt/pt/prog/danca/20112012/marcialanca
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Mover a Escuta
Continuamos a Mover a Escuta no CEM!!
Às 6ªs feiras, das 19h30-21h.
Aparece!
Mais info: http://www.c-e-m.org/?p=1211
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